Operação prende 10 policiais militares integrantes da mesma quadrilha no Maranhão

Outros 4 policiais e 4 não-policiais ainda estão foragidos. Dentre eles está o líder da quadrilha, que foi solto sem tornozeleira eletrônica por erro da justiça.

Até o momento, a Polícia Civil prendeu na operação “Diamante Negro” 10 policiais militares envolvidos em uma quadrilha em Imperatriz, a 630 Km de São Luís. As operação foi realizada pela Superintendência de Homicídios e Proteção a Pessoa (SHPP) e a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC). No total, 18 pessoas fazem parte do grupo. 4 policiais militares ainda estão foragidos e mais 4 não-policiais, dentre eles Heverton Soares de Oliveira, líder da quadrilha, solto sem tornozeleira eletrônica por erro da justiça.

De acordo com a delegada Nilmar da Gama, que comanda a operação, as investigações duraram 7 meses. Durante esse tempo foi descoberto uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas e armas, homicídios, extorsões, assaltos a instituições financeiras e caixas eletrônicos.

Todo o grupo era comandado por Heverton Soares de oliveira, líder da quadrilha. Segundo a delegada, Heverton executava as ordens e mandava policiais matar inimigos. “Ele(Heverton) era mandante dos crimes das pessoas em Imperatriz. Ele pedia para assassinar seus desafetos, que eram feitos pelos policiais militares sob o julgo dele. Os mesmos policiais também faziam trafico de drogas para a quadrilha. Alguns deles participavam diretamente a assaltos a bancos e caixas”, declarou.

Heverton Soares de Oliveira é o líder da quadrilha de Imperatriz, segundo a polícia.  (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Heverton Soares de Oliveira é o líder da quadrilha de Imperatriz, segundo a polícia. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Heverton Soares Oliveira foi preso em junho na cidade de Santa Inês(a 245 Km de São Luís) com 15 armas, sendo 10 fuzis. Mas em outubro foi colocado em liberdade pela Justiça do Maranhão sem a tornozeleira eletrônica por um erro no alvará. O delegado que comandou as investigações, Thiago Bardal, contou que o preso deveria ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica ao sair da prisão. Na certidão de julgamento consta que ele deveria usar a tornozeleira, mas o alvará de soltura não faz referência ao uso do aparelho.

No dia 23 de outubro o Tribunal de Justiça do Maranhão explicou que, no processo de Heverton Soares Oliveira, a decisão do habeas corpus foi baseada na investigação e que desembargador que decidiu pela soltura afirmou que as informações do caso não demonstram necessidade da prisão cautelar. Sobre o alvará, o Tribunal informou que houve uma falha do servidor que fez o documento e emitiu um novo alvará determinando que Heverton Oliveira se apresente para a instalação da tornozeleira. Ele tinha até o fim da tarde do dia 01 de novembro para se apresentar, mas nunca mais apareceu.

Nesta quinta-feira(9), 7 policiais militares tiveram a prisão decretada pela Justiça. Alguns estão foragidos. Veja a lista:

  • Gerson Vieira dos Santos – Preso nesta quinta-feira(9).
  • Bruno Silva Santos – Se apresentou no quartel da Polícia Militar, em São Luís, na quarta-feira(8).
  • Danny Wuely Galvão Amaral – Se apresentou no quartel da Polícia Militar, em São Luís, na quarta-feira(8).
  • Jorge Lucas Melo Garcia – Continua Foragido
  • Paulo Weberth dos Santos – Continua Foragido
  • Rodrigo Azevedo Correa – Continua Foragido
  • João Batista Viana Fonseca – Continua foragido

Os outros policiais integrantes da quadrilha já haviam sido presos. Um deles, Mailton Pereira Pacheco, foi preso junto com um bando criminoso portando 6 fuzis, 20 carregadores e cerca de três mil munições. O armamento foi localizado em um apartamento na região central de Imperatriz. Os outros policiais são:

  • Wilson Castro do Nascimento (Policial Militar) – Já estava preso
  • John Mayke Barros de Sousa (Policial Militar) – Já estava preso
  • Hermano lima de Queiroz (Policial Militar) – Já estava preso
  • Wictor José Santos Lira (Policial Militar) – Já estava preso
  • Brenno Duarte bezerra (Policial Militar) – Já estava preso

Além dos policiais do Maranhão, Jack Helson Nascimento Assunção era policial do Pará e já estava preso. No total, há 8 integrantes da quadrilha foragidos, sendo 4 policiais e 4 não-policiais. Incluindo Heverton Oliveira, os outros 3 não-policiais não puderam ter o nome divulgado.

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