Temer tenta melhorar relação com base aliada e convida líderes para reunião

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer vai convidar líderes da base aliada no Congresso para uma reunião na tarde da próxima segunda-feira, 6, para tratar de projetos que devem ser votados nos próximos meses. O convite também será feito aos presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que chegará de viagem internacional no fim de semana.

© Daniel Teixeira/Estadão Os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), da República, Michel Temer (PMDB-SP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em lançamento do Plano Safra, neste 7 de junho, no Palácio do Planalto

BRASÍLIA – O presidente Michel Temer vai convidar líderes da base aliada no Congresso para uma reunião na tarde da próxima segunda-feira, 6, para tratar de projetos que devem ser votados nos próximos meses. O convite também será feito aos presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que chegará de viagem internacional no fim de semana.

Além de tentar dar mais protagonismo à base na definição da agenda de votação, Temer fará um aceno a Maia e pretende tratar, entre os temas da reunião, de segurança pública no Rio. O encontro ocorrerá dias após Maia ter cobrado que o ministro da Justiça, Torquato Jardim, apresentasse provas das acusações que fez contra a cúpula de segurança pública do Rio.

Auxiliares do governo dizem que Temer aposta no esvaziamento, até a próxima semana, tanto da crise provocada pela declaração de Torquato como da polêmica em torno do pedido de aumento de salário acima do teto constitucional feito pela ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois.

Em conversa por telefone na quinta-feira, Luislinda tentou justificar a Temer sobre o ofício enviado à Casa Civil em que pediu remuneração de R$ 61 mil e comparou sua situação à de uma escrava. O ofício foi revelado pela “Coluna do Estadão”. Após críticas, a ministra recuou do pedido.

Embora o Planalto tenha evitado se pronunciar sobre a polêmica, interlocutores do presidente não esconderam o mal-estar. Pessoas mais próximas de Temer ressaltaram que o comportamento de Luislinda é “diferente” do presidente.

Um interlocutor observou que Temer, que nunca pediu, na condição de procurador aposentado, juntar o benefício previdenciário ao salário de presidente. Ao mesmo tempo, os assessores do Palácio avaliam que a ministra não conseguirá reverter o desgaste à imagem pessoal e à do governo.

No final da manhã de ontem, Temer recebeu Torquato no Palácio do Jaburu e recomendou silêncio na questão da segurança do Rio. O encontro que durou cerca de uma hora não estava na agenda oficial. Na avaliação do Planalto, o assunto sairá de pauta depois que o ministro conversou com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e disse que sua avaliação sobre a polícia não era uma análise de governo.

Temer também conversou Pezão. A conversa, segundo um interlocutor do presidente, tratou de “muitos assuntos” relacionados ao Rio. Temer pediu abertamente que o governador relevasse a declaração de Torquato.


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