‘Foi uma crueldade muito grande’, diz mãe de homem morto em gaiolão no MA

Maria Lima Silva disse que espera que os responsáveis pela situação da cadeia que levou o filho dela a morte sejam todos punidos.

Maria Lima Silva, mãe do comerciante Francisco Edinei Lima Silva que morreu após ficar preso por cerca de 18 horas em uma jaula a céu aberto nos fundos de uma delegacia da Polícia Civil, em Barra do Corda, a 462 km de São Luís, cobra justiça das autoridades.

A mãe do comerciante Francisco Edinei, Maria Lima Silva, disse que espera que os responsáveis pela situação da cadeia que levou o filho dela a morte sejam todos punidos. “O que eu peço às autoridades que façam justiça. Ele não merecia e nem ninguém merece morrer dessa forma. Foi crueldade demais meu filho ter partido da UPA com a pressão muito alta e ir diretamente para um gaiolão. Foi uma crueldade muito grande. Ele foi tirado a vida, foi ceifado a sua vida. Ele não merecia morrer dessa forma. Aqui fica uma mãe que está sofrendo muito e eu espero que outras mães não venha passar o que eu estou passando hoje, que é muita dor”, disse.

Maria Lima afirmou que nesta quarta-feira (18) irá depor no caso que apura a morte de seu filho. “Eu fui convocada para depor, mas o meu advogado não poderia me acompanhar e eu nem estava em condições. Agora estou com outro Advogado e vou depor amanhã. Ele disse que já instauraram inquérito e ele vai ver amanhã, pela manhã”.

A mãe do comerciante morto espera que os responsáveis sejam punidos. “Estamos fazendo isso, mas tudo o que fizerem não vai trazer o meu filho de volta. E queria também que os culpados pagassem, mas não do jeito que o meu filho morreu.”, finalizou.

Maria Lima Silva irá depor no caso que apura a morte de seu filho em gaiolão em Barra do Corda (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Maria Lima Silva irá depor no caso que apura a morte de seu filho em gaiolão em Barra do Corda (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Omissão

Defensoria Pública do Estado (DPE/MA) alegou que houve omissão das autoridades sobre a situação de presos que eram colocados em uma gaiola a céu aberto na delegacia de Barra do Corda. De acordo com órgão em uma vistoria realizada em fevereiro na delegacia indicou que o local não possuía nenhuma condição de abrigar os presos.

Um relatório alertando a situação foi enviado a presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmen Lúcia, a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e ao governador do Maranhão, Flávio Dino. A defensoria afirma que houve omissão institucional e abriu uma Ação Civil Pública (ACP).

Cela para presos provisórios, em Barra do Corda (Foto: Divulgação / Defensoria Pública)

Cela para presos provisórios, em Barra do Corda (Foto: Divulgação / Defensoria Pública)


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