Lula tem maior rejeição entre possíveis candidatos à Presidência

Petista também lidera intenções de voto, com 26% da preferência.

A rejeição ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República se mantém a mais alta entre os possíveis candidatos à disputa em 2018. De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas divulgado neste sábado (29), 55,8% dos eleitores não votariam em Lula. O ex-presidente também segue à frente nas intenções de voto com cerca de 26% de preferência do eleitorado. Questionados sobre o candidato que mais representa o anti-PT, os eleitores apontaram o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) como o mais representativo, com 31,2%.

Assim como Lula, Bolsonaro também tem rejeição alta, de 53,9%. A rejeição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) é ainda maior, de 54,1% e a de Ciro Gomes (PDT) de 50,2%. Os demais possíveis candidatos têm rejeições menores, abaixo dos 50%: Marina Silva (46,3%), Joaquim Barbosa (42,3%) e João Doria (42,2%).

A rejeição é um dado importante na análise do cenário eleitoral porque mostra o potencial de crescimento dos candidatos ao longo da campanha. Antes do início das campanhas eleitorais, os candidatos mais conhecidos ficam à frente. Mas, ao longo das campanhas são os candidatos com menor rejeição que podem crescer mais e até vencer a disputa. Quando a rejeição é alta, o candidato tem um limite de crescimento.

O diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, fala sobre o motivo das rejeições aos candidatos.

— A rejeição ao nome de Lula se dá um função das acusações e processos que ele sofre na Justiça. No caso de Bolsonaro, que também tem rejeição muito alta, se dá pelo radicalismo de suas posições. Alckmin também tem rejeição alta pelo histórico do PSDB. Já João Doria, apesar de ser do mesmo partido, não carrega essa imagem, pois ele não é tão ligado ao partido. Ele e Joaquim Barbosa representam mudança, por isso têm rejeição mais baixa. E a Marina Silva consegue passar imune, não cresce muito nas intenções e nem na rejeição.

O levantamento foi feito com 2.020 eleitores através de entrevistas pessoais com eleitores de 25 Estados e Distrito Federal em 156 municípios entre os dias 24 e 27 de julho de 2017, sendo auditadas simultaneamente à sua realização, 20% das entrevistas. A amostra tem um grau de confiança de 95,% e margem de erro de dois pontos porcentuais para os resultados gerais.


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